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Hipertensão arterial: o que é, como diagnosticar e como se prevenir

Data: 31/03/2026

Hipertensão arterial: o que é, como diagnosticar e como se prevenir


A hipertensão arterial, ou pressão alta, é uma das doenças crônicas mais comuns entre os brasileiros e uma das principais causas de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. 

Apesar dos riscos, a hipertensão ainda é uma doença muito subestimada, justamente porque, na maioria das vezes, não causa sintomas.

Por isso, reunimos aqui algumas informações importantes sobre o tema: o que é hipertensão, quais são os riscos, como diagnosticar, quais exames podem ser solicitados e como a alimentação e os hábitos de vida ajudam no controle.

Fique com a gente e saiba um pouco mais sobre a doença.

 

O que é hipertensão arterial?

Vamos começar entendendo o que é a hipertensão arterial.

A hipertensão acontece quando a pressão do sangue dentro das artérias permanece elevada de forma constante. Isso faz com que o coração precise trabalhar mais para bombear o sangue e distribuir oxigênio e nutrientes para todo o corpo.

A pressão alta pode ter forte componente hereditário, mas também é muito influenciada por hábitos de vida, como alimentação rica em sal e ultraprocessados, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, estresse e excesso de peso.

E por que a hipertensão é tão perigosa?

Quando a pressão permanece alta por muito tempo, os vasos sanguíneos e órgãos vitais começam a sofrer as consequências: 

  • Cérebro - pode ocorrer AVC (derrame);
  • Coração - pode sofrer com angina e infarto;
  • Vasos sanguíneos – tornam-se mais duros e estreitos, favorecendo o entupimento ou o rompimento;
  • Rins – a filtração do sangue pode ser comprometida e, em casos graves, pode levar à insuficiência renal.

Por isso, a hipertensão é considerada uma inimiga silenciosa. Por muito tempo, ela pode não apresentar sinais claros, mas está presente, ferindo vasos e sobrecarregando o coração e outros órgãos.

No Brasil, as doenças cardiovasculares são responsáveis por grande parte das mortes anuais, e a pressão alta está envolvida em boa parte desses casos. 


Você sabe quais são os sintomas da hipertensão?
É o que vamos descobrir a seguir.

Sintomas de hipertensão: quando desconfiar?

Muitas pessoas com pressão alta não sentem nada. Quando os sintomas aparecem, normalmente a pressão já está bem elevada. Entre eles, podemos citar:

  • Tontura;
  • Dor no peito;
  • Visão embaçada;
  • Sangramento nasal;
  • Zumbido no ouvido;
  • Cansaço ou fraqueza;
  • Dor de cabeça (principalmente na região da nuca).

Esses sinais podem estar relacionados a outros problemas, mas merecem atenção médica imediata, especialmente em quem já sabe que tem pressão alta ou possui histórico familiar da doença.

Como diagnosticar a hipertensão?
O primeiro passo é medir a pressão arterial regularmente. Se forem identificados valores elevados de forma repetida, poderão ser solicitadas novas aferições em dias diferentes, medições em ambiente domiciliar e a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA).

Além da confirmação da pressão alta, exames complementares podem ser solicitados para avaliar o impacto da hipertensão no organismo e a presença de outros fatores de risco.

Exames de sangue que podem ser importantes no acompanhamento da hipertensão

Os exames para acompanhamento da hipertensão variam de acordo com a avaliação individual de cada pessoa. Entre os exames que podem ser importantes, estão alguns exames de sangue:

  • Dosagem de lipoproteínas e colesterol:  avalia o perfil lipídico e ajuda a identificar risco de entupimento das artérias. Níveis elevados aumentam o risco de doenças cardiovasculares.
  • Proteína C-reativa (PCR): é um marcador de inflamação no organismo. Inflamações crônicas podem estar relacionadas ao aumento do risco cardiovascular e à piora da pressão arterial.

Além dos exames de sangue, também podem ser solicitados:

  • MAPA (monitorização ambulatorial da pressão arterial) - mede a pressão em intervalos regulares durante 24 horas;
  • Tomografia cardíaca computadorizada – utiliza raios X e processamento por computador para gerar imagens detalhadas do coração e dos vasos sanguíneos;
  • Ultrassom de carótidas - avalia o interior das artérias carótidas, que levam sangue para o cérebro. 

É importante destacar que nem todos esses exames são necessários para todas as pessoas. Eles podem ser indicados em situações específicas, de acordo com a idade, o tempo de hipertensão, a presença de outros fatores de risco (como diabetes e colesterol alto) e os achados do exame físico.  A indicação de cada exame deve ser sempre feita pelo médico, conforme a necessidade de cada paciente. 

Alimentação e hábitos de vida: aliados no controle da pressão

Mesmo quando a hipertensão tem componente hereditário, os hábitos de vida fazem muita diferença tanto na prevenção quanto no controle da doença.

E quais medidas são importantes? Confira!

Reduzir o consumo de sal 
O excesso de sódio faz o organismo reter líquido, aumentando o volume de sangue que circula nas artérias e, consequentemente, a pressão. Por isso, evite deixar o saleiro na mesa e diminua o uso de temperos prontos, caldos industrializados, embutidos e alimentos ultraprocessados.

Atenção!
 A OMS recomenda, em média, até 5 gramas de sal por dia, incluindo o sal “escondido” nos alimentos industrializados.

Aumentar o consumo de alimentos ricos em potássio
O potássio ajuda a eliminar o excesso de sódio pela urina e contribui para o controle da pressão. Ele está presente em alimentos como beterraba, banana, abacate, melão, folhas verdes, feijão, laranja, ervilha, batata, ameixa, tomate, damasco, cogumelos, entre outros.

Incluir cálcio, magnésio e fibras na rotina

  • Cálcio: importante para o sistema nervoso e para o controle do calibre dos vasos. Está presente no leite e derivados, soja, folhas verde-escuras, brócolis, grão-de-bico, aveia, chia, gergelim, sardinha.
  • Magnésio: participa da contração muscular e do funcionamento adequado do coração. O magnésio é encontrado na uva, banana, abacate, grãos integrais, castanhas, nozes, legumes e verduras diversas.
  • Fibras: contribuem para a saúde das artérias e auxiliam no controle do colesterol. As fibras estão nos feijões, lentilha, grão-de-bico, chia, aveia, frutas, legumes e verduras.

Outras mudanças de estilo de vida importantes
Além da alimentação, fazem a diferença no controle da hipertensão:

  • Não fumar;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Manter o peso adequado e evitar a obesidade;
  • Reduzir ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Cuidar do sono e do estresse, reservando tempo para descanso, lazer, família e amigos.

Quem deve ficar ainda mais atento?
Alguns grupos precisam de atenção redobrada:

  • Pessoas com histórico familiar de hipertensão, infarto ou AVC;
  • Quem já tem colesterol alto, diabetes, obesidade ou doença renal;
  • Fumantes e pessoas que consomem álcool em excesso;
  • Pessoas sedentárias e com rotina muito estressante;
  • Quem já teve pressão alta detectada em alguma consulta ou exame.

Mesmo quem se sente bem deve medir a pressão pelo menos uma vez ao ano (ou conforme orientação médica). E quem já é hipertenso precisa manter o acompanhamento regular.

O papel do laboratório no cuidado com a hipertensão 

O diagnóstico e o tratamento da hipertensão dependem da atuação conjunta de vários profissionais e o laboratório de análises clínicas é um parceiro importante nesse processo, oferecendo exames essenciais no cuidado da doença. 

No Laboratório Behring, trabalhamos para oferecer resultados confiáveis, tecnologia e acolhimento, ajudando médicos e pacientes a tomarem decisões mais seguras sobre o diagnóstico e o controle da hipertensão.

A pressão alta é uma doença crônica e, na maioria das vezes, não tem cura, mas pode ser muito bem controlada. Se você tem histórico familiar, já recebeu esse diagnóstico ou apresenta sintomas que possam estar ligados à hipertensão, converse com seu médico. E, quando houver solicitação de exames, conte com o Laboratório Behring para apoiar sua jornada de prevenção e cuidado.

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