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Entenda a diferença entre intolerância, alergia alimentar e doença celíaca

Data: 01/06/2025 | Atualizada em: 01/06/2026

Entenda a diferença entre intolerância, alergia alimentar e doença celíaca

 

Apesar de ser cada vez mais comum que pessoas relatem desconfortos após consumir determinados alimentos, é importante entender que nem todos os casos significam a mesma condição: podemos estar diante de intolerância, alergia alimentar ou doença celíaca.

Embora essas condições muitas vezes apresentem sintomas semelhantes, cada uma possui causas, riscos e formas de cuidados distintas.

Compreender essas diferenças é fundamental não apenas para um diagnóstico correto, mas também para prevenir complicações e manter a qualidade de vida no dia a dia.


 

Intolerância alimentar x alergia alimentar: não é tudo igual

Muitas vezes, esses termos são usados como sinônimos, e é aí que está o grande erro. Intolerância e alergia alimentar são condições diferentes, e entender essa distinção é essencial para um tratamento adequado e para evitar complicações.

Então, vamos entender melhor essas diferenças.

Intolerância alimentar


 

A alimentação é um fator muito importante na promoção da saúde e na prevenção de doenças. A intolerância alimentar decorre de falhas no funcionamento do organismo. Em outras palavras, há dificuldade para digerir algum componente do alimento, geralmente por falta ou redução de alguma enzima digestiva.

Os sintomas são, em geral, digestivos e se manifestam como:

  • Estufamento
  • Gases
  • Diarreia
  • Dor ou desconforto abdominal
  • Náuseas (menos comum).

Os sintomas costumam surgir algumas horas após a ingestão, e a intensidade varia conforme a quantidade consumida e a sensibilidade individual.

Entre os exemplos mais comuns está a intolerância à lactose (açúcar do leite), decorrente da deficiência da enzima lactase. Nesses casos, muitas vezes é necessário  reduzir o consumo de alimentos que contém lactose ou utilizar a enzima lactase antes da ingestão destes alimentos, conforme orientação médica ou nutricional.

Outro exemplo é a intolerância à histamina, que ocorre quando o organismo tem dificuldade em degradar a histamina (uma amina biogênica mediadora de processos alérgicos) presente nos alimentos ou produzida pelo próprio corpo. Essa condição ocorre quando há um acúmulo de histamina no organismo superior à capacidade de metabolização, geralmente devido à baixa produção da enzima DAO (diamina oxidase) no intestino delgado. 

O diagnóstico dessa intolerância pode ser desafiador, mas o Laboratório Behring, sempre no caminho da excelência e da inovação, oferece o Exame de Intolerância à Histamina. Para saber mais sobre o exame, clique aqui.

Intolerância à lactose

Como é o exemplo mais comum de intolerância alimentar, vale a pena detalhar um pouco mais sobre ela.

A intolerância à lactose é a incapacidade de digerir adequadamente o açúcar do leite, chamado lactose. Para isso, o organismo precisa de uma enzima chamada lactase. Quando sua produção é insuficiente, a lactose não é corretamente digerida.

Nessa condição, ocorre uma diminuição da enzima lactase, e a lactose não digerida chega ao intestino grosso, onde é fermentada pelas bactérias da microbiota intestinal, causando sintomas como dor e inchaço abdominal, gases e diarreia.
A intensidade dos sintomas varia de pessoa para pessoa. Algumas toleram pequenas quantidades de lactose ou certos tipos de queijo, enquanto outras apresentam sintomas mesmo com ingestões pequenas.

A deficiência da lactase pode estar relacionada tanto à genética quanto à idade. Em muitas pessoas, a produção dessa enzima diminui naturalmente ao longo dos anos. Além disso, fatores genéticos influenciam a persistência ou a redução da atividade da lactase.

O Laboratório Behring disponibiliza pesquisa de mutação genética para intolerância à lactose com precisão superior a 93%, e também o teste de tolerância oral à lactose.
Esses exames auxiliam o médico na investigação da causa dos sintomas e na definição das melhores orientações para cada caso.

Alergia alimentar



Na alergia alimentar, o problema não é a digestão, mas sim uma reação do sistema imunológico. O organismo identifica uma proteína do alimento como uma ameaça e reage de forma exagerada.
Os sintomas podem envolver pele, sistema digestivo e sistema respiratório, variando de leve a graves:

  • Coceira, vermelhidão, urticária e inchaço de lábios e pálpebras
  • Chiado no peito, falta de ar, tosse e coriza
  • Vômitos, diarreia e dor abdominal
  • Em casos graves, pode ocorrer anafilaxia (reação generalizada potencialmente fatal, que exige atendimento imediato)

Os alimentos que mais frequentemente causam alergia incluem leite de vaca, ovo, soja, trigo, peixe, frutos do mar, amendoim e outras oleaginosas.

Na alergia, mesmo pequenas quantidades do alimento podem desencadear reações importantes. Por isso, os cuidados com rótulos, contaminação cruzada e ingestão acidental devem ser rigorosos.

Doença celíaca: você sabe o que é?


 

Quando falamos sobre doença celíaca, logo pensamos no glúten. Até aí tudo bem, mas ainda existe muita confusão sobre esse tema. Então, vamos começar respondendo à pergunta: o que é o glúten?

O glúten é uma proteína presente em alguns cereais, principalmente trigo, centeio e cevada e, consequentemente, em alimentos derivados desses grãos, como pães, massas, bolos, biscoitos e cerveja.

Agora, vamos à principal pergunta: o que é doença celíaca?

A doença celíaca é uma doença autoimune. Quando a pessoa consome glúten, o sistema imunológico reage atacando o próprio intestino delgado, causando inflamação e atrofia das vilosidades intestinais (estruturas responsáveis pela absorção de nutrientes). Quando o consumo do glúten persiste por um período muito longo, podem surgir complicações importantes, como um tipo de câncer chamado linfoma intestinal.
É fundamental entender que a doença celíaca não é apenas uma intolerância, mas uma doença crônica com base genética. 
Outro ponto importante é que o consumo de glúten, mesmo em pequenas quantidades, vai além do desconforto gastrointestinal, podendo causar:

  • Diarreia crônica, perda de peso, anemia, fraqueza
  • Em crianças, baixa estatura, atraso no crescimento, irritabilidade
  • Em alguns casos, outros sintomas, como dor abdominal

A longo prazo, se não tratada, a doença celíaca pode levar à deficiência de nutrientes e ao aumento do risco de outras complicações. Portanto, o acompanhamento com médico especialista e nutricionista é essencial para garantir nutrição e tratamento adequados.
O Laboratório Behring disponibiliza a pesquisa das mutações genéticas HLA-DQ2 e HLA-DQ8. Quando estas mutações são negativas, o risco genético de doença celíaca torna-se muito baixo, praticamente excluindo a predisposição genética em grande parte dos casos, o que ajuda o médico na condução diagnóstica.
Além disso, a sorologia para doença celíaca avalia a presença de anticorpos específicos, em resposta ao glúten, como o antitransglutaminase tecidual (anti-tTG) e o antiendomísio (EMA), juntamente com IgA, para verificar se o paciente possui deficiência desta imunoglobulina, o que poderia gerar resultados falso-negativos nos testes de anticorpos. 

Doença celíaca ≠ Intolerância ao glúten
A diferença não está apenas no nome. São condições bem diferentes em causa, gravidade e tratamento.

Doença celíaca: é uma doença crônica com base genética. Ao consumir glúten, o sistema imunológico reage atacando o próprio intestino delgado, causando inflamação, lesões, falha na absorção de nutrientes e outras complicações.
Intolerância ao glúten (também chamada de sensibilidade ao glúten não celíaca): não há ataque do sistema imunológico ao intestino. O problema está relacionado à dificuldade de digerir o glúten, causando reações gastrointestinais, que são desconfortáveis, mas sem provocar outras complicações como a doença celíaca.

Como conviver com restrições alimentares sem perder qualidade de vida?    


 

 

Receber um diagnóstico que exige mudanças na alimentação pode ser desafiador, mas é possível viver bem com essas restrições.

Para lidar com essas condições de forma saudável e tranquila, mantendo a qualidade de vida no dia a dia, é importante levar em consideração alguns pontos.

Informe-se! A informação é uma aliada
Entender a condição, saber o que pode e o que não pode consumir e compreender o motivo dessas restrições faz toda a diferença.

Busque apoio de nutricionista
O nutricionista ajuda a montar cardápios equilibrados, respeitando restrições e preferências, além de evitar deficiências nutricionais.

Aposte no planejamento
Planejar as compras, aprender novas receitas, manter opções seguras em casa e, quando possível, levar lanches próprios ajuda a evitar imprevistos.

Converse com a família e amigos
Ter o entendimento de quem está ao redor é fundamental para lidar com as restrições com mais tranquilidade. Assim, explicar a condição e a importância dos cuidados gera não apenas compreensão, mas também ajuda a evitar contaminação e ingestão acidental.

Cuide da saúde emocional
Mudanças na alimentação podem impactar a rotina social, como festas, viagens e refeições fora de casa. Buscar apoio, inclusive psicológico, pode ajudar, e muito, na adaptação.

Não ignore as particularidades da condição
Quando falamos em intolerância alimentar, evitar ou reduzir o consumo do alimento é importante para prevenir os desconfortos causados pela condição.

Já nos casos de alergias alimentares e doença celíaca, é necessário ter atenção redobrada, pois é fundamental a exclusão total e permanente do alimento causador da alergia ou do glúten, no caso da doença celíaca.

Nesses casos, é essencial entender que:

  • Não é possível “comer só um pouco”
  • É necessário cuidado com contaminação cruzada
  • Ler rótulos deve virar hábito

Contaminação cruzada
A contaminação cruzada é a transferência de microrganismos ou alérgenos de um alimento ou superfície contaminada para um alimento seguro.
Para quem tem alergias alimentares ou doença celíaca, mesmo pequenas quantidades do alimento proibido, introduzidas por contaminação cruzada, podem desencadear sintomas importantes.

Prevenção e cuidados contínuos

Para lidar com as restrições impostas por essas condições, a prevenção e o cuidado devem ser contínuos.

O primeiro passo é entender a diferença entre intolerância, alergia alimentar e doença celíaca. Isso ajuda a prevenir complicações e garante mais qualidade de vida para quem convive com essas condições. 

Estar atento aos sinais do corpo e não ignorá-los também é fundamental. Ao perceber sintomas recorrentes após o consumo de determinados alimentos, busque avaliação médica para um diagnóstico preciso.

Se já existe o diagnóstico de intolerância, alergia ou doença celíaca, faça acompanhamento periódico e siga as orientações do médico e do nutricionista.

Para ajudar a cuidar da sua saúde, o Laboratório Behring está sempre à disposição com a mais alta tecnologia, foco na qualidade e precisão nos resultados. Conte com a gente para seus testes alimentares, inclusive o Exame de Hipersensibilidade Alimentar, que identifica reações a 216 alimentos e auxilia na elaboração de uma dieta mais personalizada. Clique aqui e confira mais informações sobre o exame.

Entre em contato conosco e saiba mais sobre os nossos serviços e tudo o que podemos oferecer para o cuidado da sua saúde.

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